Maradona comemora gol contra a Inglaterra na Copa de 1986 Foto: AFP

Memórias das Copas – 8º Capítulo

O 7º capítulo da coluna “Memórias da Copa” trouxe aos leitores a história da conquista do primeiro título por parte da Seleção Argentina, isso na edição do torneio em 1978. O texto abordou ainda a tragédia do Sarriá (vitória da Itália sobre o escrete Canarinho por 3 a 2), considerada uma das derrotas mais duras sofridas pela Seleção Brasileira numa edição de Copa do Mundo.

Passados dois dolorosos capítulos do Mundial da FIFA (1974-1978) para o futebol brasileiro, iremos discorrer sobre outras duas copas (1982-1986), infelizmente, ambas tão dolorosas ao torcedor brasileiro, quanto as duas anteriores, principalmente a edição de 1982.

Na Copa de Maradona, Argentina conquista o bi

O craque argentino Diego Maradona foi eleito o melhor jogador da competição na Copa do Mundo de 1986

A Copa do Mundo FIFA de 1986 contou com a participação de 24 países, divididos em seis grupos de quatro participantes cada um. No total, 113 países participaram das eliminatórias.

Na final contra a Alemanha, ocorrida no dia 29 de junho, no Estádio Azteca, na Cidade do México, os argentinos venceram por 3 a 2. Brown abriu o placar para a Argentina. Na etapa complementar, Valdano ampliou, mas Rummenigge e Völler empataram para os alemães. No entanto, após assistência de Maradona, o atacante Burruchaga fez o gol do título da seleção sul-americana.

A Seleção Argentina de Futebol foi a campeã e Diego Maradona eleito o melhor jogador da competição

Brasil faz boa 1ª fase, mas cai nas quartas para a França

Nas quartas de final contra a França, em duelo realizado em Guadalajara, Careca — artilheiro da seleção com 5 gols — abriu o placar, e o capitão francês Michel Platini empatou. Na segunda etapa, Zico perdeu uma cobrança de pênalti (defendida por Joël Bats), o que tornou o craque o bode expiatório da eliminação brasileira. Como o jogo permaneceu empatado no tempo regulamentar e na prorrogação, a decisão foi para os pênaltis: os franceses ganharam por 4 a 3, com Sócrates e Júlio César errando suas cobranças.

Brasil – 1986. Em pé, da esquerda para a direita: Carlos, Sócrates, Júlio César, Edinho, Elzo e Branco. Agachados: Júnior, Careca, Alemão, Edson e Casagrande.

Gol de mão de Maradona é apelidado de “mão de Deus”

Diego Armando Maradona virou uma lenda do futebol. O camisa 10 da Argentina marcou um dos gols mais bonitos de todas as Copas do Mundo e protagonizou um dos lances mais controversos da história (um gol de mão contra os ingleses) na vitória sobre a Inglaterra por 2 a 0.

O camisa 10 da Argentina marcou um dos gols mais controversos da história

Brasileiro apitou jogo da final da Copa do Mundo de 1986

Romualdo Arppi Filho (Santos, 7 de janeiro de 1939) é um ex-árbitro de futebol brasileiro. Ele apitou três jogos na Copa do Mundo de 1986, no México: França 1–1 URSS, México 2–0 Bulgária e a grande final entre Alemanha e Argentina, vencida pelos argentinos por 3 a 2.

Romualdo Arppi Filho apitou a final entre Alemanha e Argentina, vencida pelos sul-americanos por 3– 2.

A Seleção Argentina de Futebol foi a campeã, e Diego Maradona foi eleito o melhor jogador da competição. Dados do portal Opta Sports revelam que Maradona foi o jogador com mais assistências (5), chances criadas (27) e dribles certos (53) em toda a competição, além de ter marcado 5 gols.

Na Itália, Alemanha conquista o tri Mundial da FIFA

A Alemanha Ocidental eliminou a Inglaterra, a Tchecoslováquia e a Holanda, além da Argentina na decisão.

A Copa do Mundo FIFA de 1990 ocorreu de 8 de junho até 8 de julho de 1990. O evento foi sediado na Itália. Argentina (na época a seleção campeã da edição anterior se classificava automaticamente para a edição seguinte, assim como o país anfitrião), se classificaram para o torneio a Alemanha Ocidental (que viria a se sagrar campeã dessa edição) Bélgica, Inglaterra, Escócia, Áustria, Suécia, Iugoslávia, Espanha, Países Baixos, União Soviética, Tchecoslováquia, Irlanda, Romênia, Camarões, Egito, Emirados Árabes, Coreia do Sul, Uruguai, Colômbia, Brasil, Costa Rica e Estados Unidos.

Copa de equipes defensivas e com 2,21 gols por jogo

Uma das grandes surpresas foi a vitória de Camarões sobre a Argentina logo na 1ª rodada do Mundial.

A Copa de 1990 entrou para a história como uma Copa de equipes defensivas, que jogavam apenas para alcançar o resultado – a média de gols, de apenas 2,21, registrou um recorde negativo que perdura até hoje. Essa situação levou à mudança de regras (mais notadamente a regra do recuo de bola), e à adoção de três pontos por vitória. Apesar disso, também foi uma Copa de grandes goleadas, como EUA 1-5 Tchecoslováquia e Alemanha 5-1 Emirados Árabes Unidos, e de grandes surpresas, como a vitória de Camarões sobre a Argentina logo na 1ª rodada do Mundial.

Gol de pênalti garante o tricampeonato dos alemães

A final da Copa do Mundo FIFA de 1990 foi disputada pela Argentina, que havia eliminado a Itália, a Iugoslávia e o Brasil; e a Alemanha Ocidental, que havia eliminado a Inglaterra, a Tchecoslováquia e a Holanda. A partida foi realizada em 8 de julho às 20h, no Estádio Olímpico de Roma, com um público de 73 603 pessoas. Sob o apito do árbitro mexicano Edgardo Codesal, Andreas Brehme converteu uma penalidade – até hoje muito contestada – aos 40 minutos do segundo tempo, trazendo o terceiro título da Alemanha Ocidental em Copas do Mundo.

Matthäus: “A Copa de 90 foi dada de presente à Alemanha. Não foi pênalti”.

México e Chile são suspensos durante as eliminatórias de 1990

As suspensões mais notórias aconteceram com as Eliminatórias já em andamento: a do México, por escalação de um jogador acima da idade permitida em um torneio de seleções de base, e a do Chile, devido ao caso do goleiro Roberto Rojas, que simulou ter sido atingido por fogos de artifício no jogo contra o Brasil.

O Chile, devido ao caso do goleiro Roberto Rojas, que simulou ter sido atingido por fogos de artifício no jogo contra o Brasil, foi eliminado da Copa de 1990

DIVISÃO DAS VAGAS A divisão por confederações continentais foi feita da seguinte forma: treze vagas para a UEFA (Europa), duas para a CONMEBOL (América do Sul), duas para a CAF (África), duas para a Ásia (AFC) e duas para a CONCACAF (Américas do Norte e Central). A vaga restante foi definida em uma repescagem entre um time da OFC (Oceania) e outro da América do Sul.