POR MANOEL FAÇANHA
Considerado o segundo maior artilheiro da história do Atlético Clube Juventus, o ex-atacante José Pinheiro Nemetala completa 80 anos neste domingo (10). Nascido em Brasiléia, no interior do Acre, mas hoje residente em Brasília (DF), o ídolo juventino celebrará a data ao lado de familiares e amigos.
Para não deixar a data passar em branco, o presidente do clube, Cleber Luiz, relembrou à reportagem do site “Na Marca da Cal” a importância histórica de um dos maiores goleadores do “Clube do Povo”. Em homenagem, mergulhamos na trajetória desse craque.

“Eu, como presidente do Atlético Clube Juventus, demais diretores e sua imensa torcida, queremos parabenizar um dos maiores artilheiros da nossa história. Trata-se do queridíssimo Nemetala, craque que honrou a camisa juventina entre 1966 e 1971 e que completa, neste domingo, 80 anos de vida”, pontuou Cleber Luiz.
O “Poker-trick” e o primeiro título
A história de Nemetala se confunde com o início da trajetória do Juventus nos gramados. O ex-atleta fez parte da primeira formação do clube, em 1966, sob o comando do professor José Aníbal Tinôco. Naquela mesma temporada, o Juventus conquistava seu primeiro título.

Um dos jogos marcantes da campanha foi a goleada de 6 a 0 sobre o Atlético Acreano. Em uma tarde inspirada, o “atacante rompedor” Nemetala anotou um poker-trick (quatro gols no mesmo jogo), sendo o grande destaque da partida. Os outros dois gols foram marcados por Ailton.
Naquela ocasião, o time entrou em campo com: José Augusto; Carlos Mendes, Pedro Louro, Campos Pereira e Escurinho; José Melo, Carrión, Ailton e Touca; Nemetala e João Carneiro.
O Bicampeonato de 1969

Após duas temporadas (1967 e 1968) sem repetir o sucesso inicial, o Juventus voltou ao topo em 1969. O campeonato foi disputado em três turnos: o Vasco da Gama levou o primeiro, o Juventus o segundo, e o Independência o terceiro.
No triangular decisivo, o Juventus sagrou-se campeão ao vencer o Vasco por 4 a 1 no jogo final. A formação do título contou com: Pope; Carlos Mendes, Deca, Escurinho e Antônio Maria; Pedro Feitosa, Zé Carlos e Dandão; Nilson, Airton e Elísio (Nemetala).
Em 1970, Nemetala disputou mais uma final contra o Independência, mas o “Clube do Povo” acabou ficando com o vice-campeonato. Já em 1971, o artilheiro fez sua despedida dos gramados acreanos para seguir carreira bancária no Banco do Brasil, fora do estado.

Duelos históricos contra o Flamengo

Outro momento de glória ocorreu em 1966, durante a visita do Flamengo ao Acre para dois amistosos: contra a Seleção Acreana (vitória rubro-negra por 2 a 1) e contra o Juventus (empate em 2 a 2). Nemetala atuou em ambas as partidas.
Curiosamente, os três gols acreanos naqueles confrontos foram marcados em cobranças de falta por Jangito. Segundo crônicas da época, além de Nemetala, brilharam o goleiro Zé Augusto e o meia Dadão, que despertaram o interesse de clubes do Rio de Janeiro.
Na partida entre Juventus e Flamengo, o técnico José Aníbal Tinoco mandou a campo: Zé Augusto; Carlos Mendes, Pedro Louro, Mozarino e Campos Pereira (Escurinho); Dadão e José Augusto Passada Larga (Tião Lustosa); Nemetala (Ayrton Baú), Jangito, João Carneiro e Touca.