Neymar vai ou não vai à Copa do Mundo de 2026? Eis a questão

A exatamente uma semana da convocação dos 26 jogadores brasileiros para a Copa do Mundo de 2026, o técnico da seleção canarinha, Carlo Ancelotti, envia nesta segunda-feira (11) para a Fifa uma lista com 55 nomes. A lista não será divulgada, mas deverá contar com o atacante Neymar, Estêvão e até mesmo o zagueiro Thiago Silva.

Com o zagueiro Éder Militão e o meia Rodrygo fora do Mundial, a lista final será anunciada em 18 de maio. Entre as dúvidas de Ancelotti está a confirmação da presença do atacante Estêvão: o jogador do Chelsea era nome certo no torneio, mas se recupera de uma lesão na coxa direita e corre contra o tempo. Além dele, a grande incógnita é a presença de Neymar Júnior. O atacante santista, que ficou, inclusive, fora do álbum de figurinhas do Mundial, não veste a camisa da Seleção Brasileira desde outubro de 2023, após inúmeras lesões e polêmicas.

O certo é que, nas últimas semanas, a presença de Neymar Jr. domina os debates esportivos, seja no “Jogo Aberto”, da TV Band, sob o comando do craque Neto, ou nas milhares de mesas de bares e restaurantes do país. Eu, sinceramente, não acredito muito na presença do atleta na lista definitiva de Ancelotti; mas, se pudesse opinar na lista de convocados, não pensaria duas vezes: eu o levaria nem que fosse na asa do avião.

Para defender minha posição, resolvi enumerar algumas justificativas para sua inclusão na lista de convocados:

  • Capacidade de decisão: Não vejo em nossa seleção um atleta com a mesma capacidade de decisão de Neymar Jr. Apesar de reconhecer que ele ainda não está em plenas condições físicas e técnicas para um torneio curto e competitivo, mas acredito que três ou quatro semanas de dedicação seriam suficientes para recuperar o preparo necessário para jogar, ao menos, 30 minutos de um futebol intenso.
  • Confiança e fator psicológico: Outro aspecto positivo é a confiança que ele transmite ao grupo. O peso de um craque dessa qualidade em campo intimida adversários; em um piscar de olhos, ele pode colocar um companheiro na cara do gol. Além disso, há sua ótima bola parada, fundamento que o “Menino da Vila” domina como poucos.
  • Carisma e Futebol Arte: Sendo criticado ou ovacionado, o atacante mantém seu carisma, principalmente com o público jovem. Nas arquibancadas de uma Copa, não basta apenas intensidade e velocidade; é preciso o “algo a mais” que responde por uma expressão: FUTEBOL ARTE. Algo pouco visto na atualidade, mas praticado com maestria por Neymar.
  • O fator “Hexa”: Por fim, levar Neymar à sua quarta Copa do Mundo pode não ser o único requisito para trazer a taça, mas certamente garante à Seleção mais confiança e competitividade. O resto dessa polêmica sobre sua presença entre os convocados de Ancelotti não passa de “mimimi”.