Restando menos de três semanas para a abertura da Copa do Mundo de 2026, os produtos da competição já estão nas vitrines, supermercados e armarinhos da cidade de Rio Branco-AC. O torcedor já namora camisas, bandeiras, copos, buzinas, entre outros objetos.
O site Na Marca da Cal resolveu, então, lançar a coluna “Memórias das Copas” para contar um pouco da história dessa apaixonante competição, que chega, no próximo mês, à sua 23ª edição.
A origem do futebol
E para falar da trajetória das Copas, primeiro precisamos conhecer a história da modalidade. Num mergulho no passado, podemos afirmar que, na China e no Japão, por exemplo, jogava-se algo parecido havia mais de 2 mil anos. Os gregos antigos também batiam uma bolinha com os pés, assim como os romanos da época do Império.
Historiadores contam que, no século X, os ingleses adquiriram o hábito de chutar uma bola de couro — símbolo da cabeça de um membro do exército da Dinamarca — como forma de comemorar a expulsão dos dinamarqueses de seu país.
No período da Idade Média (476 – 1453), nas regiões da Normandia e da Bretanha (daí o nome de esporte bretão), ao que se sabe, os esportes com bola eram violentos. Um deles era chamado de Soule, jogo no qual eram permitidos socos, rasteiras e golpes com os pés, e o gol acontecia quando a bola passava entre dois postes. O espaço físico do campo media entre 80m e 120m.
Na Itália, precisamente no ano de 1529, praticava-se um esporte com bola que tinha duração de duas horas e contava com 27 jogadores de cada lado. Esse esporte ficou conhecido como calcio e tinha 10 juízes para coibir empurrões e pontapés. Já na Inglaterra e na Escócia, era comum a ocorrência de violência a cada partida (roupas rasgadas, pernas quebradas e dentes arrancados), fato que era repudiado com enxurradas de críticas.
Outro país do “Velho Mundo” que adotava o jogo com bola era a França, apesar de muitos acharem o “futebol” um esporte bárbaro que estimulava a violência e o ódio. Foi ainda na terra da Torre Eiffel e do Palácio de Versalhes que se praticava o “futebol de massa”, com até 500 atletas de cada lado. O mass football chegou a ser proibido pelas autoridades.

Criação das 13 regras
No ano de 1863, após uma reunião realizada à luz de velas na Taberna Freemason’s, em Great Queen Street, Londres, estudantes ingleses resolveram separar o futebol e o rúgbi, criando a The Football Association, organização que até hoje é controlada pelos ingleses. No mesmo ano, foram criadas 13 regras, distribuídas em clubes, colégios, livrarias e bancas — hoje são 17 regras. Portanto, a criação das regras foi um marco importante para a consolidação da modalidade e sua universalização por meio da criação dos campeonatos.
A popularização do futebol
Ao longo da década de 1870, o futebol deixou de ser uma modalidade burguesa e começou a ser praticado pela classe trabalhadora inglesa, estimulada pelos donos de fábricas que necessitavam de jogadores para formar suas equipes.
Com o futebol ganhando o planeta, o primeiro jogo internacional ocorreu em 1872, em um empate sem gols entre Inglaterra e Escócia. Fora do Reino Unido, a primeira partida oficial apresentou uma vitória elástica da Argentina sobre o Uruguai por 6 a 0, fora de casa, em 1901.
Charles Miller introduz o futebol no Brasil
No final do século XIX, o futebol chegou ao Brasil, trazido da Inglaterra pelas mãos de Charles William Miller, um estudante filho de pai escocês e mãe inglesa.
Rapidamente, o esporte foi conquistando o povo. Espalhou-se pela América Latina e se tornou cada vez mais popular. Em meados do século XX, o Brasil começou a ter um grande destaque nos cenários nacional e internacional.
Jules Rimet cria a Copa do Mundo
Com o crescimento da modalidade no planeta, surgiu, em 1904, a ideia da criação de um torneio que reunisse diferentes países para definir quem era o melhor.
É digno de registro que o futebol não se fez presente durante a primeira Olimpíada da era moderna, ocorrida em 1896, na cidade de Atenas (Grécia). Em Paris (1900) e Saint Louis (1904), a modalidade foi um esporte de exibição. Já em Londres (1908), o futebol passou a fazer parte do programa oficial dos jogos. Entre as grandes seleções olímpicas de futebol nas primeiras décadas do século XX destaca-se o Uruguai — a Celeste Olímpica —, bicampeão em 1924 e 1928.
No ano de 1928, ao assumir a presidência da Fifa, o francês Jules Rimet criou a Copa do Mundo. Sua primeira edição ocorreu em 1930, realizada no Uruguai, e contou com a participação de 13 seleções.



