POR MANOEL FAÇANHA
A importância da psicologia na área esportiva é cada vez mais evidente no mundo contemporâneo. Os atletas, principalmente aqueles de alto rendimento, vivem pressionados por bons resultados, e isso, de certa forma, contribui para a elevação da ansiedade durante o seu dia a dia. E, buscando um equilíbrio entre a conquista e o desafio que está à sua frente, surge a importância do acompanhamento psicológico de um profissional da área na vida do atleta.
Entre os desafios do seu trabalho está o fato de preparar o lado emocional do atleta e ainda fazer o controle da pressão para a conquista do resultado satisfatório. Portanto, o papel do psicólogo não é somente lidar com a ansiedade do atleta, mas também estimular a melhora da sua concentração. Outro fator não menos importante durante esse trabalho é conseguir dinamizar e elevar o fator motivacional da equipe ou do atleta.
E foi justamente buscando controlar a ansiedade e elevar o fator motivacional dos atletas que o técnico Alfredo Vaz, da equipe de handebol do Colégio Meta, aceitou a sugestão da psicóloga/neuropsicóloga Gleiciane Souza (Integrar Instituto de Neurodesenvolvimento), no sentido de seus atletas participarem de uma sessão de apoio psicológico com o psicólogo/neuropsicólogo Joaquim Santos. A ideia da conversa era entender como os atletas estavam emocionalmente à véspera do jogo decisivo que indicaria o campeão da fase estadual da modalidade de handebol dos Jogos Estudantis do Acre.


Terapia explorou ativar a narrativa da confiança
O desafio de conhecer um pouco o perfil de cada paciente é algo importante para o profissional da área de psicologia. Somente assim, através desse contato básico, ele pode ativar de forma positiva o lado emocional do atleta. Os estudantes-atletas do Colégio Meta, por exemplo, foram “provocados” através de uma metodologia dinâmica, adotada pelo profissional da área de saúde mental, a interagir a respeito de alguns aspectos de suas vidas, algo importante para o psicólogo identificar algum tipo de insegurança e criar em suas mentes narrativas motivacionais capazes de trazer segurança e contribuição direta para o indivíduo focar em seus objetivos e sonhos.

Atleta diz que terapia foi importante para elevar o emocional da equipe
Um dos participantes da sessão de apoio psicológico foi o atleta Gabriel Façanha. Segundo ele, a conversa foi bastante dinâmica e importante para trazer segurança emocional a ele e aos demais colegas de equipe do Colégio Meta, isso à véspera de uma partida decisiva. “Foi uma conversa bacana que conseguiu não somente trazer mais segurança para a nossa equipe, no sentido de que poderíamos vencer a competição, mas também ela foi dinâmica para ativar de forma positiva o nosso lado motivacional, sendo que o importante foi cada um acreditar no seu potencial de atleta para buscar o título”, explicou Gabriel Façanha.

Concentração foi determinante para o título
No jogo decisivo diante do Ifac/Tarauacá, ocorrido na tarde e na noite da última quarta-feira (29), na quadra da Escola Padre Diogo Feijó, a equipe do Colégio Meta superou a equipe do Vale do Envira por apenas um ponto (23 a 22). No primeiro tempo, a equipe do colégio da Capital chegou a ficar atrás no placar por 8 a 7, mas mostrou superação e garra para ir ao intervalo com uma vantagem de dois pontos (13 a 11), algo bastante comemorado durante a parada.

Na etapa final, o jogo seguiu com a adrenalina em alta e com as duas equipes brigando por cada ponto. No entanto, o time do Colégio Meta, mostrando foco e mais concentração, errou menos e conseguiu abrir três pontos de vantagem no placar, “gordura” essa que foi administrada até o apito final da equipe de arbitragem.

O técnico Alfredo Vaz reconheceu que o trabalho psicológico ocorrido na véspera do jogo contra o Ifac/Tarauacá conseguiu deixar a equipe mais “pilhada” e concentrada, principalmente nos momentos de mais pressão durante a partida. “O trabalho psicológico teve uma parcela de importância para o nosso título, assim como o trabalho do dia a dia de preparação desenvolvido pelos atletas e pela sua comissão técnica, isso sem falar do acolhimento dos pais e do apoio do colégio ao projeto”, pontuou o treinador.


