Foi sofrido, tenso e desgastante – 120 minutos de bola rolando. Mas a Argentina superou, na noite desta sexta-feira, no Hard Rock Stadium, na Flórida, a seleção de Cabo Verde por 3 a 2, e vai enfrentar o Egito, de Salah, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Num duelo particular entre o astro argentino Lionel Messi e o cabo-verdiano Vozinha, um dos grandes nomes do Mundial dos EUA-México-Canadá, a La Albiceleste levou a melhor. Contudo, não foi fácil superar o futebol competitivo da “desconhecida” seleção de Cabo Verde, que se tornou a segunda seleção do coração do brasileiro. Prova disso é que o triunfo veio apenas na prorrogação, algo que pode trazer desgaste físico ao selecionado sul-americano para a sequência do Mundial.
Nesta segunda fase do Mundial — os dezesseisavos de final —, foram eliminadas as seguintes seleções: África do Sul, Bósnia e Herzegovina, Japão, Equador, Suécia, República Democrática do Congo, Costa do Marfim, Senegal, Holanda, Alemanha, Áustria, Croácia, Argélia, Austrália, Cabo Verde e Gana. Sete delas são do continente africano, e a grande maioria vendeu caro a sua eliminação.
Mereciam melhor sorte
E nesta disputa de dezesseisavos de final, devo dizer que algumas seleções africanas poderiam ter tido melhor sorte, como foram os casos de Costa do Marfim (derrota para a Noruega por 2 a 1), Senegal (revés para a Bélgica, de virada, por 3 a 2) e República Democrática do Congo (derrota, de virada, para a Inglaterra por 2 a 1).
Quando falo em melhor “sorte”, não me refiro tipicamente a elementos místicos, mas sim a uma preparação mais consistente para a disputa do Mundial, que vai desde o aspecto psicológico à chamada malandragem futebolística (com um time mais cascudo ou experiente, poderiam ter avançado). Na minha avaliação, isso pesou para a eliminação da seleção de Cabo Verde diante da Argentina. Porém, é inegável que Lionel Messi (Argentina), Harry Kane (Inglaterra) e Erling Haaland (Noruega) foram peças importantes para classificar suas seleções às oitavas de final.
Confrontos das oitavas começam neste sábado
Virando a chave, a partir deste sábado (4), data da Independência dos Estados Unidos da América (EUA), começam as disputas das oitavas de final: Canadá x Marrocos e Paraguai x França. Os outros duelos são: Brasil x Noruega e México x Inglaterra (05/07); Portugal x Espanha e Estados Unidos x Bélgica (06/07); e Argentina x Egito e Suíça x Colômbia (07/07).
E um desses confrontos das oitavas de final que interessa a mim e a você, leitor, é o embate entre Brasil x Noruega. Os nórdicos — ou vikings, como queira — jamais perderam um confronto para o Brasil. Foram quatro confrontos, e um dos reveses ocorreu na Copa do Mundo de 1998, com derrota canarinha por 2 a 1. Neste domingo (5), está passando da hora de esse tabu ficar pelo caminho, e a receita principal será neutralizar o meia nórdico Martin Odegaard. O jogador é o principal articulador das jogadas que acabam nos pés ou na cabeça do artilheiro grandalhão Erling Haaland.
Também não menos importante é não deixar a marcação frouxa nos adversários, principalmente no campo brasileiro. Quanto mais dificultarmos que a bola chegue limpa aos pés dos jogadores nórdicos, menos perigo de gol e calafrios terá o torcedor brasileiro. Outro ponto crucial é a transição rápida entre o meio-campo e o ataque brasileiro — uma estratégia capaz de abrir espaço na defesa adversária, principalmente pela capacidade técnica e pela velocidade dos jogadores brasileiros.
Mbappé & Cia. confirmam a França entre as favoritas
Conhecidos os duelos das oitavas de final, todos aqueles que acompanham a Copa do Mundo de 2026 já têm um palpite a respeito do favorito para levar a taça de campeão. Eu, por exemplo, após assistir à maioria dos jogos, aposto minhas fichas na seleção francesa. O time do técnico Didier Deschamps está fazendo uma Copa perfeita e massacra seus adversários com certa facilidade. O setor defensivo do time francês vai muito bem, obrigado, o mesmo ocorrendo nos setores de criação e de ataque. No ritmo do acordeão (sanfona) do maestro e artilheiro Mbappé e dos “afinados” Ousmane Dembélé, Jules Koundé, Aurélien Tchouaméni e Michael Olise, Les Bleus (Os Azuis) estão literalmente desfilando sua banda pelos estádios da Copa dos EUA-México-Canadá.