Jogadores e comissão técnica do Imperador comemoram mais um título no Sub-17 de 2023. Foto/Manoel Façanha

Imperador Galvez completa nesta 2ª feira bodas de cristal

MANOEL FAÇANHA

Fundado em 9 de fevereiro de 2011, o Imperador Galvez completa nesta segunda-feira (9) 15 anos de história no meio futebolístico acreano. O nome do clube é inspirado na história do poeta, diplomata e explorador espanhol Luís Gálvez Rodrígues de Arias.

Campeão acreano da primeira divisão na temporada 2020, o Galvez é o atual líder do Campeonato Acreano Sicred. No último sábado (7), o time imperialista retornou a ponta da tabela ao superar o Santa Cruz por 1 a 0.

O atual presidente imperialista, o sargento Igor Oliveira, conversa com à imprensa durante atividade no CT do Galvez. Foto/Manoel Façanha
A equipe da Galvez conquistou de forma invicta o título de bicampeão feminino. Foto/Suely Rodrigues

Fundação ocorreu dia 09 de fevereiro de 2011

Inspirado por outros clubes militares acreanos (Associação Atlhética Militar, Duque de Caxias, Militar FC entre outros), mas já extintos, o então Governado do Acre, o médico Tião Viana, juntamente com um grupo de militares, resolveu então criar o Imperador Galvez, precisamente dia 9 de fevereiro de 2011.

Menos de seis meses após a fundação, o Imperador Galvez já estava em campo disputando o Campeonato Acreano da 2ª Divisão. O acesso ficou bem perto, mas a vaga na elite escapou na decisão contra o Andirá, ao perder por 1 a 0. No ano seguinte, o sonho do acesso continuou vivo e, após gols do lateral direito Januário e do atacante Tonho Cabaña na decisão contra o Vasco da Gama, o Imperador carimbou o acesso.

Jogadores do Imperador Galvez comemora com a comissão técnica do clube, o título de campeão da segundinha 2012 . Foto/Manoel Façanha.

Título histórico na temporada 2020

O Galvez, após bater na trave três vezes (2015/2018/2019), enfim, conquistou na tarde e noite do dia 12 de setembro de 2020, no estádio Arena da Floresta, o seu primeiro título de campeão acreano de futebol profissional, ao vencer o Rio Branco por 2 a 0, em jogo válido pela final do returno do estadual. Os gols do título histórico do Imperador foram anotados somente na etapa complementar de partida, através de Daniego e Índio.

Na temporada 2020, a competição registrou a participação de nove clubes e o jogo decisivo não contou com a presença do público nas arquibancadas, isso justificado pelo fato de o mundo viver o primeiro ano da pandemia do novo coronavírus. O primeiro turno do estadual foi finalizado no dia 17 de março (ainda com público), mas a retomada da competição ocorreu somente dia 16 de agosto (sem público), após sinal verde das autoridades sanitárias. O árbitro do jogo decisivo foi Fábio Santos de Santana. Rener Santos e Verônica Severino foram os assistentes.

O Galvez agora volta sua atenções para a disputa do Campeonato Acreano/2020. Foto/Manoel Façanha.

Veja a campanha do título

O Galvez levou o título após 12 jogos realizados. O time imperialista venceu 8 partidas, perdeu outras 3 e empatou 1. O clube militar visitou as redes por 37 oportunidades e levou apenas 11 gols. Lembrando que nesta edição da competição não houve a escolha dos melhores do estadual.

Quem era o personagem que inspirou o nome do clube

Galvez passou a ser chamado de Imperador do Acre

Idealista e destemido, Luís Galvez fundou a República Independente do Acre no dia 14 de julho de 1899, justificando que “não podendo ser brasileiros, os seringueiros acreanos não aceitavam tornar-se bolivianos”. Implantou o governo do país, que os Estados Unidos classificaram como um país da borracha.

Com a proeza, Galvez passou a ser chamado de Imperador do Acre. No curto período de governança, ele instituiu as Armas da República, a atual bandeira, organizou ministérios, criou escolas, hospitais, um exército, corpo de bombeiros, exerceu funções de juiz, emitiu selos postais e idealizou um país moderno para aquela época, com preocupações sociais, de meio ambiente e urbanísticas. Também baixou decretos e enviou despachos a todos os países da Europa, além de designar representantes diplomáticos.

Por força do Tratado de Ayacucho, assinado em 1867 entre o Brasil e a Bolívia, Luis Gálvez rendeu-se à força-tarefa da marinha de guerra do Brasil no dia 11 de março de 1900, na sede do seringal Caquetá, às margens do rio Acre, para depois ser exilado em Recife, Pernambuco. Mais tarde foi deportado para a Europa.

Não satisfeito, anos depois, Galvez retornou ao Brasil, mas foi deporto pelo Governo do Amazonas para o Forte de São Joaquim do Rio Branco, hoje estado de Roraima, de onde fugiria tempos depois. Morreu na Espanha.