DA REDAÇÃO
Há pouco mais de um mês, estreou na TV Rio Branco, canal 8.1, filiada da TV Cultura, o quadro “Memória de Boleiros”. A atração é exibida todas as sextas-feiras durante o programa Diário do Esporte e é aguardada por muitos telespectadores, principalmente da velha guarda do futebol acreano.
De acordo com o diretor do programa, o jornalista Márcio Nunes, a nova atração esportiva tem como principal objetivo resgatar a memória de atletas que brilharam em algum momento da história do futebol acreano.
O jornalista esportivo e historiador Manoel Façanha é o produtor da novidade e também apresenta, ao lado do comunicador Chico Ponte e dos comentaristas Raimundo Fernandes e Antônio Muniz, o quadro que virou febre entre os boleiros do passado.
O quadro traz, além de muitas histórias — todas pesquisadas pelo jornalista e historiador Manoel Façanha —, imagens e informações históricas do futebol acreano. “Nosso objetivo com o quadro é mostrar a história e a importância do futebol acreano nas décadas de 1970 e 1980, assim como valorizar aqueles personagens que contribuíram para o crescimento do nosso desporto”, diz Manoel Façanha.
Histórias & Memórias
A história do craque Dadão foi contada em dois capítulos e emocionou os familiares que assistiram ao quadro. O filho Eduardo Filho, o Edu, ligou para o jornalista Manoel Façanha após o programa (na véspera do Dia dos Pais), bastante emocionado pela homenagem dedicada ao seu genitor. Edu agradeceu a lembrança e o espaço que o programa dedicou à memória de seu pai.
O craque Tadeu Belém, outro homenageado no quadro, também deixou transparecer a emoção. Segundo ele, esse tipo de entrevista valoriza muito a memória daqueles que fizeram a história do futebol acreano.

Outro a participar do quadro foi o meia Mariceudo, atleta que foi um dos grandes craques do futebol acreano (1978–1993) e fez questão de elogiar a iniciativa da atração. “Eu quero agradecer o convite para a minha participação neste quadro. Esse tipo de atividade deixa não somente a mim, mas aqueles que brilharam em alguma época do futebol acreano, bastante felizes”.
Campeoníssimo com a camisa do Rio Branco (nº 7) na década de 1970, o atacante Ely fez questão de elogiar a criação do quadro. Segundo ele, o programa valoriza aqueles que emocionaram o torcedor acreano durante várias décadas. “Eu quero agradecer profundamente a vocês do Diário do Esporte por esse quadro que valoriza os craques do passado. Esse modelo de programa funciona como um tipo de ‘antídoto’ que nos deixa mais vivos”, diz o ex-goleador.
Conforme o modelo adotado pelo quadro “Memória de Boleiros”, os entrevistados são escolhidos por sua trajetória no futebol acreano, entre outros aspectos. Respeitando a memória daqueles que nos deixaram, o quadro também abre espaço, em alguns capítulos, para recontar essas trajetórias deses personagens.





